Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim
Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só
Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar
Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder
Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar
13 de novembro de 2009
22 de outubro de 2009
Ás vezes eu entendo...
15 de outubro de 2009
Ás vezes detesto ser bipolar desse jeito.
Ás vezes eu adoro.
Ontem estava feliz, de bem com a vida e num bom-humor que daria diabetes em qualquer cristão (ou não).
Mas sem um pingo de vontade de fazer qualquer coisa exceto as coisas de sempre.
Hoje acordei esquisita. E não me pede pra explicar, porque eu não sei!
Não entendo e estou me esforçando pra não entender.
Mas quer saber? Eu curto ficar assim.
Com essa mistura de sentimentos, com essa inquietação com não sei o quê e essa vontade doida de fazer tudo ao contrário.
Eu gosto.
Me inspira.
Devo ser masoquista, não sei.
Isso explicaria muitas coisas, mas hoje meu humor não tá pra entendimento.
Vou bagunçar é que ganho mais.
"When you're alone, do you let go?
Are you wild 'n' willin' or is it just for show?
Ooh c'mon
(...)
When I'm with you are you somewhere else?
Am I gettin' thru or do you please yourself?
When you wake up will you walk out?
It can't be love if you throw it about
Ooh babe"
Ontem estava feliz, de bem com a vida e num bom-humor que daria diabetes em qualquer cristão (ou não).
Mas sem um pingo de vontade de fazer qualquer coisa exceto as coisas de sempre.
Hoje acordei esquisita. E não me pede pra explicar, porque eu não sei!
Não entendo e estou me esforçando pra não entender.
Mas quer saber? Eu curto ficar assim.
Com essa mistura de sentimentos, com essa inquietação com não sei o quê e essa vontade doida de fazer tudo ao contrário.
Eu gosto.
Me inspira.
Devo ser masoquista, não sei.
Isso explicaria muitas coisas, mas hoje meu humor não tá pra entendimento.
Vou bagunçar é que ganho mais.
"When you're alone, do you let go?
Are you wild 'n' willin' or is it just for show?
Ooh c'mon
(...)
When I'm with you are you somewhere else?
Am I gettin' thru or do you please yourself?
When you wake up will you walk out?
It can't be love if you throw it about
Ooh babe"
Eu - texto de Martha Medeiros.
"Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.
Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.
Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."
1 de outubro de 2009
Sempre me considerei uma pessoa forte.
Sempre acreditei que a morte é apenas uma passagem, uma etapa de um ciclo, e que não devemos sofrer em excesso por ela...
Foi com essa postura que encarei as duas experiências de morte em minha família...
Quando meu avô faleceu eu era uma criança, tinha acabado de completar oito anos e não entendia o motivo de tantas entradas e saídas da minha casa, nem o porquê de eu ter que faltar na escola para ir até um cemitério embaixo de chuva...
Quando foi a vez de minha avó seguir em frente eu era um pouco maior, tinha meus quatorze anos, bons amigos que me deram todo o suporte que eu precisava...
Eu não chorei no funeral da minha vó, não fui ao enterro dela.
Fiquei ao lado da minha mãe, fragilizada e sofrendo. Era o meu papel, ser o suporte. Ao lado do meu pai fizemos de tudo para vê-la feliz... E foi em vão.
Eu não sei o que é perder uma mãe e a minha havia acabado de descobrir o que era isso.
Não havia muito que fazer, eu acho.
Com o tempo a saudade continua, mas as feridas fecharam e a vida continuou.
Semana passada minha madrinha e meu prirmão sofreram uma perda considerável...
E embora isso não tenha me afetado DIRETAMENTE afetou duas pessoas que eu amo verdadeiramente amo...
Hoje eu acredito que a morte seja uma experiência ruim principalmente para aqueles que ficam, que terão que aprender a viver com a ausência e com as memórias...
E eu não entrei em luto, eu entrei NA LUTA para que eles se recuperem, que tenham a força necessária para seguir em frente...
"But I know I must go on
Although I hurt I must be strong
Because inside I know that many feel this way
Chilldren don't stop dancing
Believe you can fly
Away... away"
- Don't stop dancing, Creed.
Foi com essa postura que encarei as duas experiências de morte em minha família...
Quando meu avô faleceu eu era uma criança, tinha acabado de completar oito anos e não entendia o motivo de tantas entradas e saídas da minha casa, nem o porquê de eu ter que faltar na escola para ir até um cemitério embaixo de chuva...
Quando foi a vez de minha avó seguir em frente eu era um pouco maior, tinha meus quatorze anos, bons amigos que me deram todo o suporte que eu precisava...
Eu não chorei no funeral da minha vó, não fui ao enterro dela.
Fiquei ao lado da minha mãe, fragilizada e sofrendo. Era o meu papel, ser o suporte. Ao lado do meu pai fizemos de tudo para vê-la feliz... E foi em vão.
Eu não sei o que é perder uma mãe e a minha havia acabado de descobrir o que era isso.
Não havia muito que fazer, eu acho.
Com o tempo a saudade continua, mas as feridas fecharam e a vida continuou.
Semana passada minha madrinha e meu prirmão sofreram uma perda considerável...
E embora isso não tenha me afetado DIRETAMENTE afetou duas pessoas que eu amo verdadeiramente amo...
Hoje eu acredito que a morte seja uma experiência ruim principalmente para aqueles que ficam, que terão que aprender a viver com a ausência e com as memórias...
E eu não entrei em luto, eu entrei NA LUTA para que eles se recuperem, que tenham a força necessária para seguir em frente...
"But I know I must go on
Although I hurt I must be strong
Because inside I know that many feel this way
Chilldren don't stop dancing
Believe you can fly
Away... away"
- Don't stop dancing, Creed.
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